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27 de janeiro de 2017

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Axel Bachmann dominante em Florianópolis

por marcelopomar

Foi uma semana especial para o grande mestre paraguaio Axel Bachmann nesse janeiro de 2017 em Florianópolis. Axel parecia ter um torneio normal até a oitava rodada, mas suas vitórias sobre os grandes mestres Alexei Shirov e Neuris Delgado nas duas ultimas rodadas lhe asseguraram a conquista de maneira brilhante do III Floripa Chess Open.

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Axel já havia vencido o Floripa Super Blitz, e ao ganhar o torneio principal, adiciona seu nome à lista de campeões do evento Floripa Open, que já tem os nomes de Andrés Rodriguez do Uruguai e Julio Granda, do Perú. Interessante detalhe é que nenhum brasileiro conseguiu vencer o certame nessas três edições, apesar da forte equipe de GM’s brasileiros presentes nessa última edição.

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O segundo lugar ficou com o letão Alexei Shirov, favorito ao título. Shirov ficou empatado com Axel em pontos (8,5/10), mas foi superado no confronto direto. O torneio de Shirov foi realmente muito bom, garantindo uma performance de 2783, e +13. Ninguém venceu mais partidas do que ele: foram oito vitórias, contra adversário duros, como Julio Granda. Mas quando tudo parecia encaminhado, surgiu Bachmann.

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A partida entre os dois foi eletrizante. O tempo de Bachmann esteve por cair algumas vezes, mas o controle de nervos dos dois durante o apuro de tempo é algo raro e muito instrutivo. Entraram finalmente num final de bispo contra cavalo e alguns peões, que Bachmann converteu com muita técnica, após uma imprecisão de Shirov. Ambos jogaram para vencer o tempo todo. Bonito de ver!

O terceiro posto ficou com o lendário Julio Granda, grande mestre peruano vencedor da edição anterior do Open. Ele empatou em pontos com Gilberto Milos e Renato Quintiliano, mas ganhou de ambos no confronto direto, assegurando o prêmio de terceiro lugar. Granda é um gentleman, uma pessoa extraordinária, sempre acessível aos fãs, educado e elegante.

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            Destaque também para Mequinho!

Mequinho é um jogador polêmico, que divide opiniões que vão do amor ao ódio. Esses sentimentos às vezes podem dificultar uma análise mais racional das coisas. Mas o fato é que Mequinho, a despeito dos seus 65 anos completados durante o III Floripa Open, mostrou que continua forte e jogando um xadrez muito competitivo. E é muito bom ver Mequinho atuando em grande nível. A partida que empatou contra Shirov talvez seja a melhor partida do torneio, houve muita luta, e Mecking esteve muito perto de levar o ponto inteiro.

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Nesta posição Mecking seguiu com Dxa2! contra Shirov e assumiu a iniciativa na partida, coordenando muito bem par de bispos com torre

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Quando enfrentou a derrota, na ultima rodada, diante de Renato Quintiliano, ao contrário do que muitos apostavam, comportou-se adequadamente, respeitando o torneio e seu adversário. Esteve presente nas cerimônias de abertura e encerramento e sua participação engrandeceu o evento e atraiu a atenção do publico leigo e da imprensa. Pareceu justo aos organizadores do evento que o maior torneio de xadrez do Brasil tivesse a presença de uma figura tão relevante da história do xadrez brasileiro.

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Norma de Mestre Internacional a Victor Shumyatsky 

O jovem MF do Distrito Federal, Victor Shumyatsky obteve sua segunda norma de MI no III Floripa Open. É o segundo ano seguido que essa norma sai para um brasileiro. Ano passado Álvaro Aranha havia conseguido. Com isso o Floripa Chess Open têm dado importante contribuição para o desenvolvimento do Xadrez brasileiro.

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Ana Vitória Rothebarth campeã feminina

A cuiabana Ana Vitória garantiu o titulo em disputa acirrada até a última rodada com a paulista Julia Alboredo, que vinha liderando o evento. Na partida decisiva Julia acabou perdendo um final aparentemente empatado contra o MF carioca Daniel Rangel, e Ana empatou contra o jovem Mestre Nacional, jogador de Florianópolis, Davi Sulzbacher. Curiosamente ambas terminaram com 6,0/10, e empataram em quase todos os critérios, ficando o título a favor de Ana Vitória apenas no sexto critério de desempate, que era o rating performance. Ainda com 6,0/10 ficaram Kathiê Librelato Goulart, Vivian Henrich, Eimy Montufar e Karen Hoshino, nessa ordem de classificação.

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O III Floripa Chess Open se encerrou como o maior torneio de xadrez da história do Brasil. Foram 400 jogadores, de 14 nacionalidades, que se confrontaram em dez rodadas ao longo de sete dias, por um prêmio de vinte e dois mil reais. Ocorreram ainda palestra com o GM Gilberto Milos, simultânea de Alexei Shirov contra 40 jogadores, encontro e almoço com GM Krikor Mekhitarian, e o II Floripa Super Blitz, com 146 jogadores.

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            Agora começa na sede do Clube de Xadrez de Florianópolis, no centro da capital catarinense, o IV Floripa Masters e o II Magistral Cordioli, eventos que distribuem normas de Mestre Internacional e Grande Mestre, maiores titulações mundiais do Xadrez. Consolida-se, pois, um dos grandes eventos de xadrez da América do Sul! Esperamos ansiosos por 2018!

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Equipe de Arbitragem do III Floripa Chess Open

Acompanhe aqui os resultados do Floripa Master e Magistal Lourenço Cordioli

 

 

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