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5 de agosto de 2014

Usando força máxima, Brasil goleia a Nigéria nas Olimpíadas de Xadrez

por marcelopomar

Brasil goleia a Nigéria usando sua força máxima.

A seleção olímpica brasileira não teve maiores dificuldades para se impor sobre a fraca equipe de xadrez da Nigéria. Usando seus quatro principais jogadores a equipe brasileira fez 4:0 ao natural, em pouco mais de três horas de partidas. A escalação de hoje surpreendeu e não pareceu ser a mais apropriada para o match. Felipe El Debs, o GM com menor rating da equipe olímpica foi poupado e, ao que tudo indica, seguindo a lógica de rodízio, na próxima partida, contra a Indonésia, uma equipe mais forte, Alexandr Fier deve ficar de fora.

Olapi (2273) x Leitão (2649)

Rafael Leitão não encontrou dificuldades para obter vantagem decisiva, mesmo jogando de pretas, numa variante Paulsen da defesa siciliana. Logo sacrificou uma qualidade e venceu por ataque, numa partida bonita e sem riscos. Rafael impôs sua maestria diante de uma adversário bem mais fraco, conseguindo sua primeira vitória na competição.

Fier (2570) x Kighiga (2197)

Fier fez quase um jogo-treino. Ganhou já na abertura, com sua indefectível e original abertura Trompowsky, criada pelo brasileiro Otávio Trompowsky. Impôs uma sucessão de pequenos golpes táticos deixando seu adversário tão desnorteado que na posição de abandono ele chega a entregar uma peça, e nem espera o lance do brasileiro para abandonar. Uma partida ao estilo Fier.

Balogun (2187) x Krikor (2568)

Embora essa tenha sido a partida mais equilibrada do match, Krikor também venceu sem correr maiores riscos. Assumiu a iniciativa numa abertura pouco ortodoxa, e embora não tivesse nada muito claro em termos de vantagem, soube aproveitar de maneira tática a exposição do rei adversário.

Milos (2583) x Akynsei (2156)

Essa partida teve toques de crueldade do GM Milos. Dominando a posição desde a abertura, uma variante saemisch da Índia do Rei, Milos deu um baile de estratégia, e mesmo sem material a mais, já possuía uma vantagem esmagadora no meio jogo. Depois condenou seu adversário a uma posição passiva, e quase sem lances. Ganhou sem maiores problemas e mostrou seu arsenal. Bela vitória!

Quem comanda essa equipe?

A equipe feminina do Brasil tem como técnico o MF Álvaro Aranha, responsável, entre outras coisas, pelas escalações. Sabido que é não poupou em nenhuma ocasião as duas melhores jogadoras disparadas do Brasil, Juliana Terao e Vanessa Feliciano, efetuando um rodízio entre as três demais. E a equipe masculina, quem comanda? Não faz sentido poupar nossas escalações mais fortes contra adversários equilibrados, que buscam objetivos similares aos nossos, como o Uzbequistão, e usar a força máxima contra equipes mais fracas, que qualquer composição daria conta. Amanhã, seguindo a lógica do rodízio, que ao que se sabe foi estabelecida pelos próprios jogadores, Fier ficará de fora. Talvez não faça falta, e o Brasil encaminhe uma boa vitória sobre a Indonésia. Se isso acontecer o Brasil voltará ao topo, para um match contra uma das equipes fortes do torneio. E adivinhem quem estará fora: Rafael Leitão.

Link para as partidas 

Link para os resultados 

crédito da Foto: Rafael Leitão, facebook.

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